Mesa Redonda discute saúde mental e impactos do eSocial na construção
Na manhã desta quarta-feira (25), o Seconci-Rio realizou mais uma edição da Mesa Redonda, evento que reuniu técnicos de segurança, engenheiros, médicos do trabalho, profissionais de RH e gestores do setor da construção para um bate-papo sobre o monitoramento da saúde mental dos trabalhadores e o esclarecimento de dúvidas sobre o envio de eventos do eSocial.

O debate foi conduzido pelas equipes médica e de segurança do trabalho do Seconci-Rio. Na abertura, o superintendente da entidade, Nelson Rebel, falou sobre a relevância do tema para a saúde do trabalhador e reforçou que o Seconci-Rio vem promovendo uma série de ações para apoiar as empresas diante de novos cenários.
Na sequência, a consultora de saúde do Seconci-Rio, Gilda Araújo, explicou que a saúde mental já era tratada em normas como a NR-17, mas ganhou mais destaque com a inclusão dos fatores psicossociais na NR-1.Neste sentido, deixou claro o papel do PGR como ferramenta central, que deve ser constantemente revisado, e falou da importância de observar o ambiente de trabalho, ouvir os colaboradores e acompanhar indicadores. “É preciso uma gestão mais próxima, com organização do trabalho, comunicação eficiente e valorização das equipes”, disse ela.
No contexto da NR-1, o médico do trabalho do Seconci-Rio, Luiz Felippe, acrescentou que, embora as atividades na construção sejam semelhantes, os trabalhadores são diferentes, o que exige uma gestão mais humana. “O mestre de obras é um ponto-chave da equipe. Ele precisa fortalecer o diálogo, o respeito e a atenção ao bem-estar no dia a dia”, explicou.
eSocial em pauta
Sobre o eSocial, a supervisora de segurança do trabalho, Juliana Lopes, apresentou atualizações, especialmente referentes aos eventos S-2220 e S-2240, e alertou para o aumento das exigências. Segundo ela, inconsistências no LTCAT, como documentos genéricos ou desatualizados, podem gerar multas e prejuízos diretos para as empresas.
Nessa linha, Marcus Tanner, responsável pelos envios do eSocial no Seconci-Rio, afirmou: erros nos dados comprometem os eventos. Movimentações frequentes, como transferências entre unidades ou empresas do mesmo grupo, geram divergências entre o PPP eletrônico e a realidade do colaborador. “Divergências na base acabam virando um problema”, alertou.
Complementando, Susana Cardoso, técnica de higiene ocupacional do Seconci-Rio, reforçou que os documentos precisam estar alinhados entre si, como LTCAT, PGR e inventários de risco, e que a gestão deve ser feita em conjunto com os responsáveis de cada setor.
Para finalizar, foi aberto um espaço para esclarecimento de dúvidas.
Entre os participantes, a avaliação foi positiva. “Esses eventos promovidos pelo Seconci agregam conhecimento para todos. Saio satisfeito com o que foi debatido hoje”, afirmou Rotman dos Reis Ribeiro, supervisor de segurança da Sig Engenharia. Já o engenheiro de segurança da RJZ Cyrela, Antonio Uchôa, destacou a importância do debate diante das mudanças nas normas: “É importante ampliar a discussão sobre o cenário atual da construção em relação à nova NR-1. O Seconci mostrou caminhos de adaptação e como as empresas podem se estruturar para atender aos requisitos da norma”, finalizou.
