Agosto Lilás: conversa no Seconci-Rio alerta para as diferentes formas de violência contra a mulher

Falar sobre violência contra a mulher é uma forma de prevenção. Foi com essa proposta que o setor de Ações e Programas Sociais do Seconci-Rio promoveu, nesta sexta-feira (21), uma ação do Agosto Lilás, na sede da entidade. Enquanto aguardavam atendimento, mulheres e homens participaram de uma conversa com profissionais da Secretaria Municipal da Mulher sobre violência de gênero, direitos e os caminhos para buscar ajuda.

Adriana Figueira, que também é diretora da Casa da Mulher Cidadã da Gamboa, destacou a importância de abordar o tema. “Essa é uma ação de conscientização importante, pois estamos no mês de luta pelo fim da violência contra a mulher. Trouxemos acolhimento para as mulheres e entendimento para alguns homens, reforçando que lugar de mulher é onde ela quiser e que homem nenhum pode colocar a mão na gente”, afirmou.

A assistente social, Pamela Faria Mattos, trouxe outro ponto importante. Além de explicar a origem do Agosto Lilás e da Lei Maria da Penha, lembrou que a legislação tem caráter educativo, preventivo e punitivo. “Quantas Marias tiveram que morrer para que uma legislação acontecesse?”, questionou.

Na sequência, a psicóloga, Gabrielle Zella, mostrou que a violência vai muito além da agressão física. A Lei Maria da Penha reconhece as violências psicológica, sexual, patrimonial e moral. “A violência psicológica envolve manipulação e controle. É um ciclo de agressões e reconciliações que pode fazer a mulher acreditar que a situação vai mudar”, explicou ela, citando exemplos de violência patrimonial, como rasgar uma roupa ou quebrar um celular, e de violência moral, com calúnia e difamação.

Fernanda Monteiro, advogada da Casa da Mulher Cidadã, também aproveitou para esclarecer informações que circulam na internet, explicando que decisões recentes do STF não mudaram a Lei Maria da Penha, mas ampliaram sua aplicação para proteger mulheres também em situações de violência de gênero fora do ambiente doméstico. Falou ainda sobre as medidas protetivas e citou outros crimes relacionados, como a importunação sexual.

Ao final, Pamela frisou que envolver os homens nessa discussão é fundamental. “Eles precisam ser aliados no enfrentamento à violência contra a mulher”, disse ela.

A ação fez parte das iniciativas do Seconci-Rio para levar informação e prevenção para mais perto dos trabalhadores. Ao final, ficou uma reflexão importante: as leis são fundamentais, mas a sociedade também precisa avançar. Como destacou Pamela: “Precisamos de leis que digam, com clareza: precisamos mudar”.

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