Dia do Trabalhador da Construção Civil: histórias de quem faz a construção acontecer
Todo dia, muita gente chega ao trabalho para construir, mas cada trabalhador tem uma história diferente até chegar ali. Tem quem aprendeu com o avô, quem encontrou uma oportunidade no caminho e quem descobriu na profissão uma forma de crescer e aprender. Neste 19 de outubro, Dia do Trabalhador da Construção Civil, o Seconci-Rio parabeniza esses profissionais e mostra um pouco da história de alguns deles.
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Na foto (esq – dir): Antonio; Anderson e Alexandre
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Para Alexandre Luiz de Oliveira, que é meio oficial de pedreiro, a relação com a construção começou cedo, pelas mãos do avô. Quando era criança, sempre que pedia algum dinheiro, ouvia o convite: “Vamos trabalhar comigo, que eu te dou um trocado”. O que começou como uma forma de ganhar algum dinheiro acabou se transformando em profissão.
A escolha também veio do gosto de aprender. Alexandre gosta dos desafios da profissão e até da matemática que faz parte do dia a dia. Para ele, cada trabalho é uma oportunidade de aprender algo novo. “Eu gosto de aprender as coisas, as profissões. Mexe com a cabeça, mexe com a inteligência”, afirma.
Já a história de Anderson Silva, eletricista, começou com uma oportunidade. Ele decidiu agarrá-la e, no dia a dia da profissão, foi ganhando experiência e crescendo. Hoje, reconhece o quanto a construção civil contribuiu para sua trajetória. “Eu cresci, entendi bastante e é sempre um grande aprendizado”, conta.
Na elétrica, Anderson encontra novos desafios todos os dias e vê em cada um deles uma chance de melhorar. Para quem está começando, ele deixa um conselho: aproveitar tudo o que os profissionais mais experientes têm a ensinar.
Antonio dos Santos, pedreiro, entrou na construção civil por meio de um conhecido que lhe ensinou a profissão. Desde então, segue na área, sempre buscando aprender e melhorar. “É preciso fazer cursos, buscar conhecimento e melhorar sempre”, diz.
E o que mais o motiva é ver o resultado do seu trabalho. Para Antonio, construir uma casa é também ajudar alguém a realizar um sonho. “A maior alegria é saber que a pessoa também está feliz, construindo uma casa para morar. Isso é muito satisfatório.”
Esse olhar mostra um lado da construção que nem sempre aparece quando vemos uma obra pronta: o trabalho é feito para alguém por alguém. Há pessoas que vão morar naquele espaço, trabalhar nele, circular por ele e construir suas próprias histórias ali. E, por trás de cada parede, instalação ou acabamento, existem profissionais que também deixam um pouco de suas próprias histórias por lá.
Foi também por uma oportunidade que Talita chegou à construção civil. Enquanto fazia faculdade, começou no RH de uma empresa do setor e, depois, passou para a área financeira. Hoje, no dia a dia, também está perto dos trabalhadores, ajudando a esclarecer dúvidas sobre salários e outras questões administrativas.
Histórias diferentes, funções diferentes, mas todas fazendo parte da mesma construção. Porque, no setor, não existe um único caminho para chegar: cada profissional encontra o seu jeito de entrar, aprender e crescer.
Para Alexandre, que aprendeu a profissão com o avô, a construção também ensinou algo sobre convivência. Ele fala que fez amizades e aprendeu muito com as pessoas que encontrou no trabalho, mostrando que ninguém trabalha sozinho. “Uma coisa sozinha não vinga. Tem que ser união de todo mundo, sem desmerecer ninguém”, destaca ele.
Comemorar o trabalhador da construção civil é reconhecer não apenas o que ele constrói, mas também tudo o que aprende, ensina e compartilha ao longo da sua jornada.
Parabéns a todos os trabalhadores da construção civil!
