Setembro Amarelo: quando ouvir também é cuidar
Ontem de manhã (9), quem passou pela sede do Seconci-Rio para um atendimento também teve a oportunidade de participar de um bate-papo sobre saúde mental e valorização da vida. Com o psicólogo Felipe Cavalin, a conversa mostrou que pequenos gestos, como escutar com atenção, podem fazer toda a diferença no dia de alguém.
A iniciativa aconteceu às vésperas do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, uma data que chama atenção para a importância de falar sobre o tema. No Brasil, ela ganhou um novo peso, já que, desde a Lei nº 15.199/2025, que instituiu oficialmente a data no país, o 10 de setembro também reforça a necessidade de ampliar a conscientização, o diálogo e as ações de prevenção ao suicídio.
Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) trouxe um alerta: é preciso começar a conversa. A proposta é trocar o silêncio por mais abertura, empatia e apoio.
O tema não é secundário. Segundo estatísticas da própria Organização, cerca de 727 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, e essa é a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Por trás desses números, fica um convite simples: nem sempre é preciso ter a resposta certa, basta estar disposto a ouvir.
O poder de ser ouvido
Quando alguém decide falar sobre o que está vivendo, ser ouvido sem julgamentos pode fazer toda a diferença. Escutar com atenção, demonstrar interesse e respeitar o tempo de cada pessoa ajudam a criar um espaço seguro para falar sobre sentimentos, dificuldades e aquilo que nem sempre é fácil colocar em palavras.
Algumas perguntas simples, como “você quer conversar?” e “como posso ajudar?”, podem abrir essa porta. E a orientação do Ministério da Saúde vai nessa direção: manter a mente aberta, observar o que está sendo dito e, quando necessário, incentivar a busca por ajuda profissional. Levar a sério quando alguém pede ajuda também faz parte do cuidado.
Como começar essa conversa
Colocar a escuta em prática pode parecer difícil, mas alguns passos simples ajudam:
– Escolha um momento tranquilo e evite interrupções, pressa ou distrações.
– Faça perguntas diretas, sem rodeios. Perguntar sobre o sofrimento da pessoa é uma forma de demonstrar cuidado.
– Evite julgamentos e soluções prontas. Nesse primeiro momento, o mais importante é ouvir.
– Se perceber sinais de risco, não deixe a pessoa sozinha e busque apoio profissional ou um serviço de emergência.
Nem sempre será possível resolver o que o outro está enfrentando. Mas estar presente pode ser o primeiro passo para que essa pessoa se sinta acolhida e consiga buscar ajuda
Setembro Amarelo no Seconci-Rio
Além do bate-papo, o Setembro Amarelo está presente no dia a dia da nossa sede. Os espaços ganharam laços e balões amarelos, além de mensagens de incentivo espalhadas pelos andares. Para completar a mobilização, os colaboradores foram convidados a participar, usando uma peça de roupa ou um acessório amarelo às quartas-feiras, até o fim de setembro.
As iniciativas fazem parte do compromisso do Seconci-Rio com a prevenção e com a promoção da saúde mental. E a proposta do Setembro Amarelo é justamente trazer esse conhecimento sobre a prevenção ao suicídio e estimular conversas mais abertas sobre saúde mental.
Participe você também deste movimento!
